“Por trás de cada letra na sigla ESG há um mundo complexo”, afirma o CEO da Data-Makers, Fabrício Fudissaku, destacando a profundidade de um tema que é urgentemente relevante para empresas de todos os tamanhos e setores no mercado nacional, embora encontre resistência significativa.
Apesar da maioria esmagadora dos líderes empresariais reconhecer a relevância do ESG e concordar que merece atenção, apenas uma minoria possui o conhecimento necessário para tomar ações e decisões eficazes para integrar o ESG em suas operações.
Com o intuito de abordar essa lacuna de conhecimento e a importância do tema, a Data-Makers realizou o estudo “Líderes de Negócios e ESG”. O estudo identifica os principais motivadores para a adoção de práticas relacionadas ao ESG, bem como os desafios e barreiras que limitam sua implementação no Brasil.

De acordo com Fudissaku, a imagem da marca é o principal motivador para a adoção do ESG no Brasil, citado por 85% dos CEO’s e C-Levels entrevistados, seguido pela reputação corporativa, mencionada por 65% deles. Em segundo lugar, a melhoria na gestão, associada ao componente “Governança”, é destacada como motivador por 59% dos líderes empresariais.
Além disso, a retenção de talentos é mencionada como um motivador importante, com 35% dos entrevistados indicando que isso influencia suas decisões. No entanto, Fudissaku ressalta que muitos executivos citaram mais de um motivo, resultando em uma soma total superior a 100%.
Apesar do reconhecimento da importância do ESG, apenas 16% dos CEO’s e C-Levels afirmam ter total conhecimento sobre o assunto, enquanto a maioria conhece o tema apenas razoavelmente (71%) ou não tem conhecimento algum (13%). Essa falta de entendimento é apontada como uma barreira significativa para 49% dos executivos que consideram adotar práticas de ESG.

Outras barreiras identificadas incluem a pressão por resultados de curto prazo (48%), a falta de profissionais qualificados (46%), a falta de priorização do tema (45%) e a falta de comprometimento da liderança (41%).
Fudissaku destaca a importância do comprometimento da liderança para superar essas barreiras, enfatizando a necessidade de um apoio “top-down” e uma liderança engajada com o tema não apenas entre os CEO’s e C-Levels, mas também nos conselhos de administração.
Em relação aos investimentos futuros em ESG, a maioria das empresas planeja manter o mesmo nível de investimento dos anos anteriores (62%), enquanto 30% planejam aumentar os recursos destinados ao tema e 8% planejam diminuí-los. Isso sugere que, embora reconheçam a importância do ESG, a propensão a aumentar os investimentos ainda é baixa.